Amenta em 37% o número de alunos no espetro autista em escolas de ensino regular

O dia 2 de abril é marcado pelo dia da Conscientização do Autismo, criado pela Organização das Nações Unidas – ONU, com o intuito de promover um debate sobre a questão do autismo e também quebrar tabus sobre o tema.

Todos os anos o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, divulga os dados do Censo Escolar, e 2018 mostra um aumento de 37,27% no número de de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) matriculados em escolas de ensino regular.

De acordo com a Constituição, as escolas, tanto públicas quanto particulares, não podem recusar a matrícula de alunos por conta de nenhum tipo de deficiência. No que diz respeito aos alunos dentro do TEA, há uma lei sancionada em 2012 que garante o direito ao acesso à educação e ao ensino profissionalizante.

Porém, apenas incluir esses alunos nas escolas não basta. É preciso adaptar os conteúdos para alunos com autismo, dar aos professores formação adequada, promover ações de combate ao bullying e elaborar avaliações específicas para esses alunos.

É importante conhecer a necessidade de cada aluno sejam diagnosticadas, para que assim a escola possa traçar os objetivos a serem alcançados.

No chamado “autismo clássico”, que costuma ser diagnosticado por volta dos 3 anos de idade, os sinais mais comuns são:

  • ter dificuldade em interação social, como não olhar para o interlocutor ou manter uma distância grande dele;
    não compartilhar interesses e experiências com os outros;
  • não reagir a emoções, como por exemplo a criança que vê que a mãe se machucou, mas não faz carícias ou dá beijo para consolá-la;
  • fazer movimentos repetitivos;
  • não desenvolver a linguagem oral ou apenas repetir frases ouvidas;
  • necessitar de uma rotina muito inflexível, sem mudanças em caminhos para a escola ou ordem de compromissos na semana.

No outro extremo, chamado Síndrome de Asperger, o desenvolvimento da linguagem pode até ser equivalente ao da média das crianças. Mas há sinais como:

  • desinteresse em compartilhar gostos;
  • dificuldade em socialização;
  • falta de empatia ou de ter reações em grupo;
  • interesse por assuntos muito específicos;
  • comportamento repetitivo;
  • sensibilidade alta ou baixa nos 5 sentidos (como irritação em ambientes barulhentos).

A participação da família também se faz crucial pois esses alunos precisam de apoio e se sentir seguros no ambiente escolar.

Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/02/numero-de-alunos-com-autismo-em-escolas-comuns-cresce-37percent-em-um-ano-aprendizagem-ainda-e-desafio.ghtml